Rotativo do cartão: por que ele é a dívida mais cara do país
Entenda o que acontece quando você paga só o mínimo da fatura e as alternativas para sair do rotativo.
Pagar o valor mínimo da fatura pode parecer um alívio no mês apertado. Mas essa decisão aciona o crédito rotativo, uma das linhas de crédito mais caras do Brasil.
O que é o rotativo
Quando você paga menos que o total da fatura, a diferença vira um empréstimo automático: o rotativo. Sobre esse valor incidem juros, IOF e encargos, que aparecem na fatura do mês seguinte.
O limite de juros
Desde 2024, uma lei limita o total de juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Ou seja, uma dívida de R$ 1.000 não pode gerar mais de R$ 1.000 em juros e encargos. Isso ajuda, mas ainda é um custo altíssimo: na prática, a dívida pode dobrar.
Quanto tempo você pode ficar no rotativo
O rotativo não é permanente. Se a dívida não for quitada, o banco deve oferecer o parcelamento da fatura em condições, em geral, menos caras. Mesmo assim, as taxas costumam ser bem mais altas que as de um empréstimo pessoal ou consignado.
Alternativas mais baratas
Se você não consegue pagar a fatura inteira:
- Parcele a fatura logo no vencimento, em vez de entrar no rotativo. Compare o CET oferecido.
- Troque a dívida por um empréstimo mais barato, como consignado ou crédito com garantia, e quite o cartão.
- Negocie diretamente com o banco emissor.
- Pare de usar o cartão até a situação estar sob controle.
Como evitar
- Defina um limite de gastos abaixo do limite do cartão;
- Acompanhe a fatura pelo app semanalmente;
- Evite parcelar muitas compras ao mesmo tempo: as parcelas se acumulam;
- Mantenha uma reserva para imprevistos.
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